Ela vendia sapatos no porta-malas em 2015. Hoje, fatura mais de R$60 milhões

22 Aug 2019 uol milli

Ela vendia sapatos no porta-malas em 2015. Hoje, fatura mais de R$60 milhões

As dívidas acumuladas fizeram com que a fonoaudióloga e ex-funcionária pública Renata Marcolino, 34, reservasse um espaço no porta-malas para vender sapatilhas populares, em 2015. Em todo os lugares onde ia, ela levava os produtos e dava um jeito de, casualmente, tocar no assunto para despertar o interesse no mostruário. Hoje, quatro anos depois, Renata tem mais de 150 franquias da Mil e Uma Sapatilhas, também conhecida como Milli, uma fábrica própria que é a única marca de calçados populares autorizada a estampar os personagens da Disney no país. Em 2015, o Brasil já estava mergulhado na crise econômica. Renata se dividia entre atuar na área de formação e trabalhar como funcionária pública na Prefeitura de Guarulhos. O marido, Arthur, trabalhava com vendas de móveis para escritório, mas viu a demanda diminuir drasticamente, e as dívidas da família se acumularam.

 "Se vendesse, ficaria rica"

Renata adorava sapatilhas para uso pessoal, mas tinha dificuldade de encontrar peças de boa qualidade a preços acessíveis. "Lembro que cheguei a comentar com meu marido como era difícil achar uma sapatilha bonita, barata e boa, e que se eu abrisse uma loja disso, ficaria rica. Ele me disse: por que não começa a vender?". Ela foi, de fato, pesquisar fornecedores, entender preços e ver como poderia vender sapatilhas como forma de complementar a renda.

O começo de tudo

Os calçados estavam sempre no porta-malas do carro de Renata. Se ela ia ao trabalho, a uma festa ou acompanhava a família em eventos, sempre dava um jeito de mencionar os calçados e mostrar para as possíveis clientes interessadas. A primeira exposição pública dos produtos aconteceu quando a empreendedora foi acompanhar o marido em um jogo de futebol. Aproveitou a espera e o público presente para estender uma manta no gramado e exibir as peças. Vendeu mais de 30 unidades na ocasião.

A primeira loja física

O que veio depois aconteceu naturalmente, segundo ela. "Tinha uma vizinha que sempre levava clientes na minha casa para comprar, e eu disse: por rque não começa a vender as sapatilhas, te vendo mais barato e você tira um dinheiro? Foi minha primeira revendedora." Quando Renata percebeu o potencial, viu que era hora de procurar um ponto físico. Ela cita que levou a sério a máxima de "para quem não tem nada, dever muito ou dever pouco não faz diferença", e abriu uma loja no Tatuapé, na zona leste de São Paulo. Ela manteve seu emprego, mas ia direto para a loja à noite e aos finais de semana. Durante o dia, a sogra e uma funcionária eram responsáveis pelo atendimento. "Nos três primeiros meses de 2016 vendemos 600 pares e ficamos impressionadas: de onde vinha tanta gente? Abrimos em novembro, com alta procura, depois estourou em dezembro, e continuou bombando em janeiro de 2017". O cunhado e um tio abriram unidades da marca de Renata em Santana, na zona norte da capital paulista, e em Guarulhos (SP). "As pessoas começaram a perguntar se éramos uma franquia e minha sogra confirmava, mas ela nem sabia do que se tratava. Isso (a procura) despertou nosso interesse." No final de 2016, com as dívidas mais baixas e o negócio estabilizado, Renata deixou o emprego, mas mantém o consultório até hoje "por apego", segundo ela.

Fábrica própria, internacionalização e Disney

Em 2018, Renata deu um salto ainda maior: abriu a própria fábrica, contratou estilista e passou a vender produtos originais. "Conseguimos controlar a qualidade dos calçados e também as questões trabalhistas." Já no início de 2019, a primeira unidade internacional foi aberta em Medelín, na Colômbia, e já há conversas para uma loja no Paraguai. Atualmente, a marca tem 157 franquias. A última conquista da marca foi a permissão da Disney Brasil para a venda de produtos licenciados. Os primeiros pares temáticos chegaram às lojas em junho de 2019, e o plano é faturar R$ 30 milhões, só com essa linha, no primeiro ano de prateleira.

Acreditar no produto

Renata não reinventou a roda ou criou um produto do zero, mas conseguiu aproveitar uma oportunidade em um nicho que era pouco explorado e descobriu uma demanda reprimida. A experiência como consumidora a ajudava a fazer a curadoria de que ela sentia falta nas empresas de calçados. "As lojas existentes costumavam ser desorganizadas e não investiam na apresentação do produto. A sapatilha era exposta como um produto ruim, pelo preço baixo, e nem sempre é assim. É preciso acreditar no produto que se está vendendo", afirma.

Fonte: Portal Uol Universa

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